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This is where you left me

E eu me sentei no chāo. O que parecia ser pela milésima vez, apenas neste mês. Abracei a nossa cadela. E caí aos prantos, enquanto a dizia: "tudo bem ele ter nos deixado". "Nós vamos sobreviver". Meio à lágrimas infindáveis. E eu tenho certeza de que ela também sentiu. Eu podia ver nos olhos dela, enquanto ela me encarava de uma maneira quase compreensiva. Eu podia ver que ela também passara por isso. "Friends break up and friends get married, Strangers get born and strangers get buried Trends change, rumors fly through new skies, but, I'm right where you left me."

Eu me perdi em você novamente

E são várias as noites. Incontáveis. Quase infinitas. Aquelas em que eu volto para casa de rosto molhado. Em meio à lágrimas que não secam. Que rolam de modo contínuo, indiferentes à exposição pública, e que se intensificam à medida em que eu me aproximo de casa. A casa que não é lar. A casa que dói ter de habitar. Eu me sento ao chão no momento em que ultrapasso o portal. E permito que as lágrimas rolem à vontade. Urro. Exprimo a toda a dor que habita em mim. E ainda assim, nem sinal dela chegar ao fim. Eu entro no banheiro, mas tudo que consigo fazer é sentar sobre a tampa do vaso e continuar a torcer minhas entranhas para exteriorizar o que restou de desespero. Tenho diversos vívidos devaneios sobre esmurrar o espelho acima da pia - ou qualquer coisa que transfira a enorme dor emocional em física, para que eu tenha algum controle sobre ela. Para que eu possa limpar com álcool, cobrir com um curativo e presenciar a cicatrização. E ainda assim saber que isso acontecerá mais rápido que...

Chove há meses dentro de mim

Os dias não o passam. Os minutos se arrastam à medida em que eu procuro te esquecer. Esquecer tudo aquilo que nós fomos, e toda a vida que criamos juntos. Esquecer 6 anos. Esquecer felicidade que eu nunca antes havia sentido. E em meados de esquecimento, fragmentos de esperança florescem, sem eu sequer exibir resistência. Em forma de pequenas lembranças. De andar pela sua cidade esperando te encontrar. Procurando a cesta da sua bicicleta no estacionamento do supermercado. Levando mais tempo entre as prateleiras, e levantando a cabeça para ver se eu avisto você ao longe. Imponente, no alto dos seus 194, com seu suéter bege de caxemira. Com aquela expressão séria, quase preocupada, que eu conhecia tão bem. Uma expressão de quem não era feliz comigo.  Det har regnat i dagar Det regnar och det slutar aldrig Ser tomma perronger Och ödsliga parker Där vi gick runt Jag ägnade dagar Åt det som är ingenting nu Du bara låtsas som det regnar, Du låtsas som det regnar

50 Shades of Red

Amar você era vermelho. Vibrante, da mesma maneira que você me fazia sentir por dentro e por fora, como pequenos choques indolores nas pontas dos dedos. Vermelho vívido, como as nossas memórias mais deliciosas no fundo da minha mente - me lembrando diariamente daquele constante frio na barriga que você me proporcionava. Escarlate, como o sangue fresco jorrando da ferida que você abre toda vez que me afasta de você. Amar você ainda é vermelho. É agora, entretanto, um vermelho maduro que compreende a dimens ã o da complexidade dos nossos abra ç os. Vermelho escuro, como os dias passados sem poder ouvir a sua voz. Desaturado, como os nascer do sol sem você na minha cama. Mas um vermelho ainda pulsante, que palpita a cada retorno teu. Losing him was blue like I've never known, Missing him was dark grey all along, But loving him was red, Burning red

Illusionist

Eu gostaria que você pudesse ver. Essa  verdade escancarada. Aqui, na minha frente, quase tocando minhas bochechas. Nas suas pupilas dilatadas, dentro das suas mãos trêmulas. Entre as suas narinas gastas, a cada aspiração profunda que você dá. Na demora das suas negações  Se apenas você pudesse enxergar - este estranho que me encara. Que estilhaça meu coração, me desespera e me faz perder as escassas esperanças. Ou que infla novas, e me faz sentir monstruosa. Meu sexto sentido grita, mas meu coração nega. Avisa quando você estiver de volta. If only you could see The stranger next to me You promised,  you promised that you're done But I can't tell you from the drugs

Happiness with an Expiration Date

Estar com você é sublime, e me traz uma sensação de infindável saciedade. No entanto, ao final do dia sou apenas eu novamente, lembrando que nossa felicidade posui data de validade. Cada dia a mais ao seu lado simboliza conquistas, celebrações. Mas cada dia que adicionamos a nossa história, ficamos um dia mais próximo à expiração.  Uma matemática que nunca fará sentido prático, cada dia a mais é um dia a menos. Cada vitória é uma perda. A cada risada que você tira de mim, há a perda de seus braços ao meu redor antes de dormir. A cada receita criativa que preparamos um para o outro, há a perda de conchinha no sofá em dias de neve. A cada brinde de copo de vinho no bar da praça do City hall, há a perda do voltar para casa tropeçando nos próprios pés e rindo um do outro. A cada mensagem de saudades trocada, há a criação de saudades ...

Here in Your Sheets

Eu nunca imaginei que você fosse ser isso tudo. Nunca cogitei ser você quem eu iria amar intensamente, durante aquela tarde quase nublada, enquanto eu descia do ônibus e você falava ao telefone. Que seria assim, inacreditavelmente fácil ser feliz. Eu não possuía a menor idéia de que você, sentado ali ao meu lado, desenrolando copos de vinho enquanto assistíamos o pôr do sol, fosse me sufocar com tamanhas emoções. Sua pele, com todo esse magnetismo insustentável, me atraindo para cada vez mais perto. Você faz com que eu me sinta boba, feliz, insaciável, louca. Tudo em um centésimo de segundo, enquanto você me puxa para mais perto e me embala com os braços antes de dormir. Você fecha os olhos, mas eu só quero gritar. Gritar o quanto eu te quero comigo, mas ainda assim eu tenho a sensação de que continuaria sendo insuficiente perante o quanto eu sinto por você. What if I never knew your name? Oh my god, the thought's insane What If your love is not the same As it seems inside ...